Neste Domingo de Ramos (29), comunidades católicas de todo o Brasil realizam a Coleta Nacional da Solidariedade, iniciativa que convida os fiéis a transformar a prática da esmola quaresmal em gesto concreto de solidariedade.
Promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, (CNBB) a coleta acontece em capelas, paróquias, santuários e catedrais de todo o país e integra o caminho espiritual da Campanha da Fraternidade.
Gesto concreto da Quaresma
A coleta é apresentada pela Igreja como expressão da esmola quaresmal, prática tradicional do tempo da Quaresma que convida os cristãos à conversão por meio da oração, do jejum e da caridade.
Segundo o secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, o gesto de partilha recorda que o jejum cristão deve sempre conduzir ao cuidado com o próximo.
Ele destaca que mesmo pequenas contribuições, quando unidas ao gesto solidário de milhões de fiéis, podem gerar impacto significativo na vida de pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade.
Apoio a projetos sociais
Os recursos arrecadados na Coleta Nacional da Solidariedade são destinados a dois fundos: o Fundo Diocesano de Solidariedade e o Fundo Nacional de Solidariedade.
Do total arrecadado, 60% permanecem nas dioceses, apoiando projetos sociais locais. Os outros 40% são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade, administrado pela CNBB.
Esse fundo financia iniciativas sociais em diferentes regiões do país, selecionadas por meio de editais que avaliam critérios técnicos, administrativos e pastorais.
Solidariedade que transforma
Além do apoio direto a projetos sociais, os recursos também contribuem para a animação das iniciativas sociais da Igreja no Brasil e para a promoção da própria Campanha da Fraternidade.
Em 2025, a Coleta Nacional da Solidariedade arrecadou cerca de 20 milhões de reais, destinados a iniciativas voltadas à promoção da dignidade humana e ao cuidado com os mais vulneráveis.
A iniciativa recorda que a vivência da Quaresma se traduz em gestos concretos de solidariedade, capazes de transformar a realidade e fortalecer a fraternidade nas comunidades.
Com informações CNBB