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“Cristo está vivo e permanece conosco”, afirma Papa Leão XIV na Páscoa
Em homilia na Praça São Pedro, Pontífice destaca a esperança da Ressurreição diante das dores do mundo e convoca os fiéis a viverem como sinal de vida nova
Por Murilo Galhardo
Publicado em 05/04/2026 11:21
Igreja
Missa de Páscoa - Vatican Media

Cidade do Vaticano, 5 de abril de 2026 — A celebração do Domingo de Páscoa reuniu milhares de fiéis na Praça São Pedro e foi marcada por uma forte mensagem de esperança proclamada pelo Papa Leão XIV, que presidiu a Santa Missa da Ressurreição do Senhor diante de cerca de 50 mil pessoas na praça e outras 10 mil em seus arredores. Em sua homilia, o Pontífice destacou que a Ressurreição de Cristo não é apenas um acontecimento do passado, mas uma realidade viva que continua a iluminar a existência humana, afirmando que “Cristo ressuscitou da morte e, com Ele, também nós ressuscitamos para uma vida nova”, em um anúncio que, segundo ele, alcança o mistério da vida e o destino da história.

Ao longo de sua reflexão, o Papa ressaltou que a Páscoa do Senhor oferece uma esperança concreta mesmo diante das diversas formas pelas quais o poder da morte se manifesta no cotidiano. Segundo Leão XIV, essa presença da morte se revela interiormente quando o peso dos pecados, as desilusões, a solidão e os ressentimentos sufocam a alegria de viver, levando muitas pessoas a experimentarem uma sensação de esgotamento espiritual e emocional, como se estivessem em um caminho sem saída. Ao mesmo tempo, ele apontou que essa realidade também se manifesta fora de cada pessoa, nas injustiças sociais, nos egoísmos estruturais, na opressão dos pobres, na falta de atenção aos mais frágeis e nas diversas formas de violência que atingem o mundo contemporâneo, com destaque para as guerras que continuam a gerar sofrimento, morte e destruição.

Apesar desse cenário, o Pontífice enfatizou que a mensagem pascal convida os fiéis a assumirem uma nova postura diante da realidade, caracterizada pela capacidade de erguer o olhar e alargar o coração. Para ele, a Ressurreição de Cristo introduz na história uma força que transforma o sofrimento em possibilidade de vida nova, permitindo reconhecer que, mesmo nas experiências marcadas pela dor e pela perda, existe sempre espaço para um recomeço. Nesse sentido, afirmou que o Senhor permanece vivo e presente, sustentando a esperança que não falha e recordando que o poder da morte não representa o destino definitivo da humanidade.

Durante a homilia, o Papa também retomou o ensinamento do Papa Francisco, ao recordar que a Ressurreição não deve ser compreendida como um evento distante no tempo, mas como uma força que continua a agir no mundo, fazendo surgir sinais de vida nova mesmo em meio às situações de obscuridade. Segundo essa perspectiva, a Páscoa representa um novo começo para toda a criação, no qual a vida se manifesta de forma mais forte do que a morte e a esperança se impõe diante do desespero.

 

Ao concluir sua mensagem, Leão XIV convidou os fiéis a se tornarem testemunhas concretas dessa esperança, assumindo a responsabilidade de levar ao mundo os sinais da Ressurreição por meio de atitudes que promovam a vida, a dignidade e a paz. Inspirando-se na atitude de Maria Madalena e dos primeiros discípulos, o Papa incentivou os cristãos a anunciarem com a própria vida que Cristo está vivo, para que, em todos os lugares onde ainda prevalecem as marcas da morte, possa brilhar a luz da vida nova inaugurada pela vitória de Deus.

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