Cerca de 33,4 milhões de peregrinos viajaram a Roma para participar do Jubileu da Esperança, superando de forma significativa as projeções iniciais da Santa Sé. Os dados oficiais foram divulgados nesta segunda-feira, 5, pelo pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella.
Segundo Fisichella, 33.475.369 peregrinos participaram do Ano Santo, aproximadamente dois milhões a mais do que a estimativa inicial de 31,7 milhões prevista pelos organizadores do Jubileu. O último grupo a atravessar a Porta Santa nesta segunda-feira, às 17h30 (horário local), foi composto por funcionários do próprio Dicastério para a Evangelização, responsável pela coordenação do evento.
O encerramento solene do Ano Santo acontece nesta terça-feira, 6 de janeiro, às 9h30 (5h30 no horário de Brasília), quando o papa Leão XIV fechará a Porta Santa da Basílica de São Pedro. A cerimônia contará com a presença do presidente da Itália, Sergio Mattarella, além de autoridades civis, eclesiais e milhares de fiéis.
A Porta Santa será reaberta em 2033, por ocasião do Jubileu da Redenção, que marcará os dois mil anos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Um Jubileu entre dois pontificados
Ao fazer um balanço do Ano Santo, dom Rino Fisichella destacou o caráter extraordinário do Jubileu, inclusive por seu arco histórico singular: iniciado sob o pontificado do papa Francisco e concluído sob o papa Leão XIV.
Segundo ele, a organização do Jubileu precisou lidar com desafios inéditos, como o falecimento do papa Francisco, em 26 de abril, e a eleição de seu sucessor, Leão XIV, em 8 de maio, eventos que ocorreram paralelamente à intensa programação jubilar e mantiveram Roma sob os holofotes da mídia internacional durante todo o ano.
Peregrinos de 185 países
De acordo com os dados oficiais divulgados pela Santa Sé, peregrinos provenientes de 185 países participaram das celebrações jubilares. A Europa concentrou a maior parte dos fiéis (62,63%), seguida pela América do Norte(16,54%), América do Sul (9,44%) e Ásia (7,69%). Os demais participantes vieram da Oceania, América Central e Caribe, África e Oriente Médio.
Entre os países com maior presença estão Itália (36,34%), Estados Unidos (12,57%) e Espanha (6,23%). O Brasilaparece em quarto lugar, com 4,67% dos peregrinos, seguido por Polônia, Alemanha, Reino Unido, China, México e França. Também foi registrada participação expressiva de países como Argentina, Canadá, Portugal, Colômbia, Austrália, Filipinas, Eslováquia, Indonésia e Áustria.
Fisichella ressaltou ainda que, a partir de maio, especialmente após a eleição do novo papa, Roma registrou um aumento inesperado no fluxo de peregrinos, o que exigiu um esforço adicional de coordenação para garantir acolhida, segurança e fluidez nas celebrações.