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Papa Leão XIV exorta congregações religiosas a manterem viva a vocação missionária junto aos pobres
Em audiência no Vaticano, o Pontífice destacou a raiz missionária comum dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada e das Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos, que celebram, respectivamente, 200 e 150 anos de fundação
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 24/02/2026 15:17
Igreja
Foto: Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, neste sábado, 21 de fevereiro, os Missionários Oblatos de Maria Imaculada e as Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos por ocasião de dois importantes jubileus: os 200 anos da aprovação das Regras e Constituições dos Oblatos e os 150 anos de fundação das Irmãs. Na saudação inicial, o Pontífice manifestou alegria pelo encontro e sublinhou os vínculos espirituais que unem as duas Congregações, apesar de suas trajetórias distintas.

Segundo o Papa, ambas partilham a mesma raiz missionária, marcada pela fidelidade ao Evangelho e pela atenção preferencial aos mais pobres. Ao recordar o lema de Santo Eugênio de Mazenod — “Enviou-me para evangelizar os pobres” — Leão XIV destacou o contexto histórico desafiador em que nasceu a Congregação dos Oblatos e elogiou a coragem do fundador, que defendeu a dignidade dos pobres, dos operários e dos camponeses.

O Pontífice ressaltou ainda a ousadia missionária que levou os Oblatos a diversos continentes, da Europa à África, à Ásia e ao Canadá, como expressão de docilidade ao Espírito Santo. Atualmente, lembrou, a Congregação conta com mais de três mil religiosos presentes em setenta países, mantendo viva a opção preferencial pelos últimos e enriquecendo sua missão por meio da interculturalidade e da colaboração de uma ampla família carismática.

Dirigindo-se às Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos, o Papa evocou o lema da Congregação, inspirado nos Atos dos Apóstolos — “Com Maria, Mãe de Jesus”. Leão XIV recordou que a fundação da comunidade, há 150 anos, nasceu do desejo de assegurar a presença feminina na obra missionária da Sociedade das Missões Africanas. Muitas mulheres, afirmou, responderam generosamente a esse chamado, enfrentando dificuldades, doenças e até o risco do martírio.

Ao reconhecer que, ainda hoje, as Irmãs atuam em contextos exigentes, oferecendo seu serviço com fé e respeito, o Papa as encorajou a perseverarem como testemunhas de fraternidade e de paz nos lugares onde estão inseridas.

Na parte final do encontro, dirigindo-se aos dois Institutos, Leão XIV pediu que mantenham vivo o espírito das origens, acolhendo a vitalidade atual como dom e sinal da ação de Deus. Destacou também um traço comum aos fundadores das duas Congregações: o espírito de “familiaridade”, que nasce do encontro com Deus na Eucaristia, na oração, na escuta da Palavra e na celebração dos Sacramentos, e se traduz em atitudes de partilha, cuidado e proximidade.

Ao concluir, o Pontífice agradeceu pelo bem realizado ao longo dos anos pelos religiosos e religiosas, assegurou seu apoio por meio da oração e concedeu a bênção apostólica às Congregações e a todos os presentes.

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