Uma reunião internacional reuniu os coordenadores do ministério de jovens adultos das seis Conferências Jesuítas de Provinciais, representantes das congregações femininas de espiritualidade inaciana e integrantes de iniciativas digitais da Companhia de Jesus, como o aplicativo AMDG, Pray As You Go e o projeto Magis Digital Home do sul da Ásia. O encontro integra o processo de preparação para o Magis Coreia do Sul 2027, compreendido como um marco para a articulação global do Magis como movimento universal.
Segundo o Pe. John Dardis, o encontro teve caráter estratégico, à luz da terceira Preferência Apostólica Universal da Companhia de Jesus — caminhar com os jovens na criação de um futuro cheio de esperança. “Estamos refletindo sobre como trazer essa preferência de forma mais profunda e mais ampla. A pergunta que nos move é: como caminhar com os jovens e ajudá-los a ter coragem para tomar decisões que mudam a vida?”, afirmou.
Dois anos de graça rumo ao Magis 2027
Antes da abertura oficial, os participantes se reuniram em 6 de janeiro para um dia de formação sobre o uso da narrativa como instrumento de transformação. A reunião principal teve início no dia seguinte, com a apresentação de relatórios das seis Conferências Jesuítas sobre suas iniciativas com jovens adultos, além de sessões dedicadas ao acompanhamento vocacional.
Um dos momentos centrais foi o encontro com o Superior Geral da Companhia de Jesus, Arturo Sosa, que situou a reunião como decisiva para o futuro do Magis. “Agora é o tempo favorável para imaginarmos o Magis como um movimento universal”, afirmou, destacando que os dois anos que antecedem o evento de 2027 representam “dois anos de graça e oportunidade”.
O Padre-Geral ressaltou ainda a importância do alcance digital no ministério com jovens adultos e incentivou uma maior integração entre as iniciativas digitais da Companhia, sem perder de vista as periferias humanas. Em especial, chamou a atenção para os jovens migrantes e refugiados: “Muitos deles têm um enorme potencial. Deus está nos chamando de modo especial a criar sistemas mais humanizantes, fortalecedores e cheios de misericórdia”.
Pontes entre continentes e culturas
A dimensão global do encontro foi sublinhada pela Pe. Eyrah Foli, coordenadora de jovens adultos para a África e Madagascar. Segundo ela, a reunião ajuda a criar vínculos concretos entre jovens de diferentes continentes: “Quando os jovens descobrem que fazem parte de algo maior — uma família que caminha junta no espírito inaciano — isso gera esperança. Um jovem em Lagos pode se sentir conectado a outro em Seul ou em São Paulo”.
Nos últimos dias, os participantes aprofundaram os preparativos para o Magis 2027 e dialogaram com lideranças de outras organizações inacianas, como o Jesuit Refugee Service, a União Mundial dos Antigos Alunos Jesuítas e redes ligadas às congregações femininas inacianas.
Uma alternativa cultural com os jovens
Para Germán Muñoz, coordenador do projeto na Cúria Geral, o desafio é integrar iniciativas hoje dispersas em um movimento capaz de impactar a cultura contemporânea. “Vivemos em um contexto de polarização, divisão e marginalização. Com os jovens, podemos dizer ‘chega’ e oferecer uma alternativa enraizada nas Bem-aventuranças, onde os pobres são reconhecidos e os oprimidos levantados”, afirmou.
O nome Magis — “mais”, em latim — expressa o chamado inaciano a buscar a maior glória de Deus. Para os participantes do encontro, esse “mais” significa alcançar mais jovens adultos, em mais lugares, com experiências significativas que os ajudem a discernir o sentido da vida e o projeto de Deus para cada um.