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Papa Leão XIV destaca dignidade do trabalho e acompanhamento dos jovens
Pontífice celebra os 30 anos da iniciativa da Igreja na Itália e afirma que nenhum jovem deve ser deixado à margem, sobretudo em contextos de crise social e econômica.
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 24/02/2026 15:15
Juventudes
(@Vatican Media)

Cidade do Vaticano – “Ninguém deve ser negligenciado, ninguém deve se sentir abandonado.” Com essas palavras, o Papa Leão XIV recebeu, neste sábado, 21 de fevereiro, os participantes do Projeto Policoro da Conferência Episcopal Italiana (CEI), por ocasião dos 30 anos da iniciativa dedicada à promoção do trabalho digno e ao acompanhamento dos jovens.

Ao saudar os presentes, o Pontífice agradeceu pelo bem realizado ao longo de três décadas e elogiou o compromisso das novas gerações envolvidas no projeto. Segundo ele, os jovens do Policoro expressam “o rosto bonito de uma Itália que não desiste, não se resigna, arregaça as mangas e se levanta novamente”, sobretudo em um contexto marcado pelo inverno demográfico e por dificuldades sociais e econômicas.

Criado em 1995, o Projeto Policoro nasceu da criatividade pastoral da Igreja na Itália, com atenção especial às regiões mais frágeis do país. Ao longo dos anos, a iniciativa cresceu e se expandiu para outras áreas, mantendo como eixo central a evangelização do mundo do trabalho, por meio da criação de cooperativas, do reaproveitamento social de bens confiscados das máfias e do acompanhamento de jovens na construção de projetos empreendedores.

Evangelho e doutrina social como bússola

Durante a audiência, o Papa destacou o valor educativo e social do projeto, recordando o trabalho realizado em escolas, paróquias e comunidades. “Vocês educaram para o sentido do trabalho e da justiça, formaram para a paz e sensibilizaram para o bem comum”, afirmou. Leão XIV sublinhou ainda que nenhum jovem pode ser deixado à margem, mas deve ser apoiado na realização de seus sonhos e na melhoria da sociedade.

Ao falar sobre o método do Projeto Policoro, o Pontífice ressaltou a importância do acompanhamento próximo e contínuo. “As dioceses estendem a mão a vocês, e vocês caminham ao lado de jovens que procuram um caminho no trabalho, na economia e na sociedade”, disse.

O Papa indicou o Evangelho como a principal bússola da iniciativa e destacou o papel da doutrina social da Igreja como instrumento de leitura crítica da realidade. Recordou princípios como a centralidade da pessoa humana, o bem comum, a solidariedade, a subsidiariedade, a destinação universal dos bens, a participação, a ecologia integral e a paz.

Comunidade, esperança e futuro

Em sua reflexão, Leão XIV chamou atenção para o valor da vida comunitária em uma cultura marcada pelo individualismo e pela competição. Segundo ele, trabalho, economia e política não se sustentam em lideranças isoladas, mas em relações sólidas e redes comunitárias capazes de gerar vida e futuro.

Na parte final do discurso, o Pontífice recordou testemunhos de santidade social presentes na história da Igreja e da sociedade italiana, convidando os jovens a conhecer e narrar essas trajetórias. “Há um rio de santidade que tornou férteis as nossas comunidades. É o sinal concreto de que Deus nunca nos deixa sozinhos”, afirmou.

Ao concluir, o Papa encorajou os participantes a seguirem adiante com confiança, afirmando que a Itália e a Europa precisam do entusiasmo dos jovens. Garantiu sua oração pelos participantes e concedeu a bênção apostólica a eles e às suas famílias.

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