Papa Leão XIV: a verdadeira alegria nasce de saber-se amado por Deus
Durante o Angelus do II Domingo do Tempo Comum, Pontífice recorda o testemunho de João Batista e alerta para as ilusões do sucesso, da fama e da busca por aprovação.
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 18/01/2026 12:13
Papa
Foto: Vatican Media

 Ao rezar o Angelus deste II Domingo do Tempo Comum com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV refletiu sobre o Evangelho que apresenta João Batista reconhecendo Jesus como o Cordeiro de Deus e destacou que a verdadeira alegria e grandeza da vida cristã não se fundamentam em ilusões passageiras, mas na certeza de ser amado pelo Pai.

Em sua alocução, o Santo Padre recordou as palavras de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”, ressaltando que o precursor reconhece em Jesus o Messias e o Salvador enviado para manifestar-se ao povo de Israel. Após cumprir sua missão, João se retira com humildade, consciente de que sua tarefa era preparar o caminho para o Senhor.

O Papa chamou atenção para a atitude de João Batista, homem admirado pelas multidões e temido pelas autoridades de Jerusalém, que poderia facilmente ter explorado sua fama e popularidade. No entanto, segundo Leão XIV, João não cedeu à tentação do sucesso. “Diante de Jesus, reconhece a própria pequenez e abre espaço para a grandeza d’Ele”, afirmou o Pontífice, destacando o valor da humildade e da fidelidade à missão recebida.

Atualizando a mensagem para os dias de hoje, o Papa alertou para os riscos de uma cultura excessivamente centrada na aprovação, no consenso e na visibilidade, que acaba condicionando comportamentos, pensamentos e estados de espírito, gerando sofrimento, divisões e relações superficiais. “Não precisamos desses ‘substitutos de felicidade’”, afirmou, reforçando que a verdadeira alegria nasce da experiência de ser amado e querido por Deus.

Segundo Leão XIV, o amor de Deus se manifesta de forma concreta na proximidade com a humanidade, partilhando o cansaço e assumindo os fardos das pessoas. “É um Deus que vem ao nosso encontro não com efeitos especiais, mas para revelar quem realmente somos e quanto valemos aos seus olhos”, disse.

Ao concluir, o Papa exortou os fiéis a não deixarem passar distraidamente a presença do Senhor e a não desperdiçarem tempo e energia com o que é apenas aparência. Inspirando-se no exemplo de João Batista, convidou a cultivar a vigilância interior, a simplicidade, a sobriedade e a profundidade de coração, reservando diariamente um tempo de silêncio, oração e escuta. “Fazer deserto”, segundo o Pontífice, é um caminho para encontrar o Senhor e permanecer com Ele.

 

O Papa confiou esse propósito à intercessão da Virgem Maria, modelo de simplicidade, sabedoria e humildade, pedindo que ela ajude os fiéis a viverem com autenticidade e profundidade a fé cristã.

Com informações Vatican News

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