A Santa Sé autorizou nesta segunda - feira (9) que a causa de beatificação do Venerável Servo de Deus, Arcebispo Fulton J. Sheen, prossiga, abrindo caminho para a celebração de sua beatificação. O anúncio foi comunicado oficialmente à Diocese de Peoria, nos Estados Unidos.
Segundo o bispo Louis Tylka, o próximo passo do processo será a cerimônia na qual Sheen será proclamado Beato. Para a Igreja, trata-se do reconhecimento de uma das grandes vozes da evangelização do século XX, marcada por profunda devoção à Eucaristia, amor à Virgem Maria e um intenso compromisso missionário.
Ao recordar sua trajetória, Tylka destacou a capacidade singular do arcebispo de comunicar o Evangelho de modo próximo e acessível, conduzindo inúmeras pessoas a um encontro transformador com Cristo. Em seus últimos anos, especialmente através do trabalho missionário, Sheen reforçou a dimensão universal da Igreja e o chamado a servir a todos, sobretudo os mais necessitados.
Um pioneiro da evangelização no rádio e na televisão
Para o universo da comunicação católica, a beatificação de Fulton Sheen tem significado especial. Ele foi um verdadeiro pioneiro da evangelização nos meios de comunicação, utilizando o rádio, a televisão e conferências públicas para anunciar o Evangelho a milhões de pessoas.
Seu programa televisivo premiado com o Emmy, "A Vida Vale a Pena Ser Vivida", exibido entre 1952 e 1957, abordava temas de moral, fé e vida cristã com linguagem simples e profunda. Muito antes da cultura digital e das redes sociais, Sheen já demonstrava que a comunicação podia ser um caminho privilegiado para levar Cristo ao coração das pessoas.
Seu testemunho continua inspirando a missão evangelizadora nos meios de comunicação, recordando que a Palavra de Deus pode alcançar todos os lares quando anunciada com criatividade, fidelidade e ardor missionário.
Caminho até a beatificação
Nascido em 1895, em Illinois, Fulton Sheen foi ordenado sacerdote em 1919, tornando-se posteriormente bispo auxiliar de Nova York e, mais tarde, bispo de Rochester. Faleceu em 1979, deixando um legado marcante de fé, ensino e comunicação.
O processo de canonização foi iniciado em 2002. Em 2012, o Papa Bento XVI o declarou venerável, reconhecendo suas virtudes heroicas. O milagre atribuído à sua intercessão foi aprovado pelo Papa Francisco em 2019, embora a beatificação tenha sido adiada para aprofundamento de investigações e esclarecimentos posteriores.
Agora, com a autorização da Santa Sé para que o processo avance, a Igreja se prepara para celebrar a beatificação daquele que levou o Evangelho às ondas do rádio e às telas da televisão, tornando-se referência para a comunicação evangelizadora em todo o mundo.