“Um amor que não se rende à morte”: Parolin fala sobre doação de órgãos
O Cardeal Secretário de Estado do Vaticano visita o hospital Bambino Gesù e destaca a cultura da doação como expressão concreta de fé, cuidado e solidariedade com os mais frágeis
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 17/02/2026 18:01
Igreja
Foto: Hospital Pediátrico Bambino Gesù

Nesta terça-feira, 17 de fevereiro, o cardeal secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, visitou o hospital pediátrico Bambino Gesù, em Roma, onde abençoou o novo setor de diálise e participou do encontro “A cultura da doação”.

Em sua reflexão, o cardeal destacou que a doação é uma linguagem silenciosa, mas profundamente transformadora, capaz de revelar o melhor do ser humano. “A doação é uma linguagem silenciosa, mas poderosíssima, com a qual homens e mulheres expressam o melhor de si”, afirmou.

Doação que se torna amor concreto

Parolin ressaltou que a generosidade pode assumir muitas formas, inclusive a econômica, quando vivida com caridade. Segundo ele, toda contribuição que sustenta os doentes torna-se uma verdadeira expressão da Providência.

“Devemos confiar em Deus, mas Ele age por meio dos homens”, explicou, acrescentando que a generosidade devolve dignidade e sustenta a missão de cuidado e esperança.

Um amor que supera a morte

Ao falar sobre a doação de órgãos, o cardeal recordou que esse gesto manifesta de forma profunda o mandamento do amor cristão.

“A vida humana é relação e comunhão; no corpo doado bate um amor que não se rende à morte”, afirmou.

Ele destacou especialmente a coragem de famílias que, mesmo em meio ao sofrimento, escolhem gerar vida e esperança para outras pessoas.

Doar tempo: uma caridade acessível a todos

O secretário de Estado também destacou a importância da doação do tempo, especialmente em um mundo marcado pela pressa.

“Saber escutar, acompanhar e permanecer ao lado é dizer ao outro: você é importante para mim.”

Nesse contexto, agradeceu o trabalho de médicos, enfermeiros e voluntários, que vivem diariamente a união entre técnica e humanidade no cuidado com os doentes.

“A qualidade de uma civilização mede-se pela capacidade de cuidar dos mais frágeis”, afirmou.

Testemunho de esperança

O encontro contou ainda com o testemunho emocionante de Samuele Galimberti, de 17 anos, que após um transplante renal conseguiu retomar a vida e conquistar o título nos Jogos Mundiais para Transplantados.

“Todas as noites rezo duas vezes: primeiro agradeço a Deus e depois ao meu doador, que salvou a minha vida”, disse o jovem.

 

A visita reforçou o convite a cultivar uma verdadeira cultura da doação, onde fé, solidariedade e cuidado caminham juntos a serviço da vida.

Com informações Vatican News

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