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“José não é só o homem da confiança, mas também o homem do discernimento”, afirma jovem
No dia de São José, a Rádio Amar e Servir apresenta o testemunho do jovem Leo Geovane, candidato ao noviciado da Companhia de Jesus, que partilha como a vida do santo patrono inspira seu caminho vocacional à luz da espiritualidade inaciana
Por Jéssica Maia
Publicado em 19/03/2026 20:08
Juventudes
Foto: Arquivo Pessoal Leo Geovane

Celebrado em 19 de março, o dia de São José é ocasião propícia para contemplar não apenas a grandeza silenciosa daquele que foi escolhido para cuidar de Jesus e de Maria, mas também para reconhecer como seu testemunho continua vivo na Igreja hoje.

É nesse horizonte que a Rádio Amar e Servir apresenta o testemunho de Leo Geovane, de 27 anos, natural de Guarapuava (PR) e atualmente candidato ao noviciado da Companhia de Jesus. Em seu processo vocacional, ele encontra em São José um modelo concreto de confiança, discernimento e fidelidade no cotidiano.

Confiança plena em Deus: acolher um plano maior

A relação de Leo com São José nasce no seio familiar, mas ganha profundidade ao longo de sua caminhada espiritual, especialmente durante o Ano de São José convocado pelo Papa Francisco.

“São José sempre foi um santo de devoção pessoal, pra mim, pra minha família, e sempre esteve presente na minha vida de algum modo. Mas essa devoção ficou ainda mais intensa no decorrer do Ano de São José.”

Ao olhar para o santo no contexto de sua vocação, Leo reconhece nele um homem que soube confiar radicalmente em Deus, mesmo diante de situações que fugiam ao seu controle.

“Eu olho pra ele como o homem da confiança plena em Deus, que acolheu a vontade de Deus pra sua vida e percebeu um plano muito maior do que aquele que ele tinha feito para si.”

Essa confiança não é passiva, mas ativa: é a disposição de entrar no sonho de Deus, mesmo quando ele exige renúncia e coragem.

Discernimento: o caminho que ilumina as decisões

Na perspectiva inaciana, a experiência de São José se revela profundamente ligada ao discernimento, elemento central também na caminhada vocacional de Leo.

“Diante do chamado, diante da incompreensão da vontade de Deus, ele não toma decisão de imediato, sem antes rezar, refletir, discernir.”

É nesse processo interior que José reconhece a voz de Deus e encontra coragem para assumir sua missão.

“É justamente nesse discernimento que ele consegue perceber a vontade de Deus e escutar o chamado pra sua vida.”

Para Leo, esse testemunho é um convite concreto, sobretudo nos momentos de dúvida e incerteza.

“São José inspira a gente a nunca tomar decisões por impulso, mas a fazer esse caminho de discernimento.”

Fé que se traduz em ação e cuidado

A confiança e o discernimento conduzem à ação. Em São José, Leo encontra não apenas um homem que escuta, mas alguém que responde com gestos concretos de amor, ternura e responsabilidade.

“Uma vez que faz esse discernimento e que confia, é essa pessoa que coloca tudo isso em prática, na ternura, no cuidado, na resposta ao chamado de Deus.”

Essa resposta se dá no cotidiano, longe dos holofotes, na simplicidade de uma vida entregue.

“É uma vocação vivida no silêncio da missão, não nos palcos, mas no cotidiano, na simplicidade do dia a dia.”

O cotidiano como lugar de encontro com Deus

A espiritualidade inaciana, vivida por Leo em seu processo formativo, encontra em São José uma expressão concreta: Deus que se revela nas pequenas coisas do dia a dia.

Ao recordar sua caminhada no Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), ele destaca como essa experiência o ajudou a perceber o estilo de vida de Jesus, profundamente marcado pela convivência com José e Maria.

“Fico imaginando Jesus, menino, convivendo com José e Maria, e adotando muitos dos traços deles: o silêncio, a oração, o discernimento, a vida em família, o trabalho.”

Essa vivência no MEJ reforça uma intuição central da espiritualidade inaciana: Deus se manifesta no cotidiano, nas pequenas escolhas e na fidelidade de cada dia.

“Isso ajuda a perceber como Deus vai se manifestando nas pequenas coisas do cotidiano e como nós podemos ir fazendo a vontade de Deus.”

Assim, a vocação deixa de ser compreendida como algo pontual e passa a ser reconhecida como um caminho contínuo.

“A vocação se faz no dia a dia. Não é uma coisa que fica pronta de um dia pro outro. É nesse cotidiano que a gente vai buscando viver esse estilo de Jesus.”

Um testemunho que continua a ecoar

No testemunho de Leo Geovane, São José se revela não apenas como figura do passado, mas como presença viva que inspira novas gerações a viverem com profundidade sua fé e vocação.

Homem da confiança e do discernimento, guardião silencioso do mistério de Deus, José continua a ensinar que é no ordinário da vida que se realiza o extraordinário da graça — ali onde Deus fala, chama e conduz.

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