https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/e0c53aa785f9f4f8266492c13d5f3b92.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/6d4a80f25595ce74790160240400458d.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/ca9e33e881afa4892e521196c04a818d.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/23bde4d7ff95dcdaf3736be8c7175084.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/6df92eb25688ba2e58533e9e53b10e84.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/9c3bb3fa298359bf059017aabcd83f95.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/3a64bd89d9f71412aa0f7f3960f74ae8.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/a55978989c87f95c4e1232d34717aef3.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/246221/slider/02cf5538c2c42bdca5a21d8a305ecf44.png
Papa Leão XIV: “O amor é o mais belo ornamento do ser humano”
Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, o Pontífice convidou os fiéis a superarem os padrões de beleza impostos pelo consumismo e a reconhecerem, nas diferentes fases da vida, os sinais de um amor que transforma, enobrece e aproxima de Deus.
Por Murilo Galhardo
Publicado em 18/08/2026 15:14
Papa

A verdadeira beleza de uma pessoa não está na aparência exterior nem na tentativa de esconder as marcas do tempo, mas na capacidade de amar. Essa foi a reflexão apresentada pelo Papa Leão XIV durante a Santa Missa da Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, celebrada no sábado, 15 de agosto, em Castel Gandolfo, na Itália.

O Pontífice presidiu à celebração na Paróquia Pontifícia de São Tomás de Villanova, localizada próxima ao Palácio Pontifício. A solenidade recorda a fé da Igreja de que Maria, ao concluir sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória do Céu.

Partindo das representações artísticas de Nossa Senhora da Assunção, frequentemente retratada jovem e radiante, Leão XIV propôs uma reflexão sobre a beleza que permanece. Segundo ele, a glorificação de Maria mostra que a dignidade humana não depende de ocultar o envelhecimento, mas de tornar visíveis, inclusive no corpo, as marcas de um amor que atravessa o tempo.

Uma beleza que não passa

Durante a homilia, o Papa alertou para os padrões estéticos alimentados por uma cultura hedonista e consumista. Para Leão XIV, quando a aparência se transforma em medida do valor humano, existe o risco de as pessoas se tornarem prisioneiras de exigências superficiais e dedicarem suas forças àquilo que é passageiro.

A verdadeira beleza, explicou, manifesta-se de outra maneira. Ela pode ser percebida no rosto marcado de quem enfrentou sofrimentos sem perder a serenidade, na delicadeza de uma criança, nas rugas dos idosos, na vitalidade da juventude e na maturidade construída ao longo dos anos.

Também pode ser encontrada na simplicidade das roupas de quem trabalha e nos instrumentos usados diariamente para sustentar uma família e servir à comunidade. São sinais de uma vida que adquire beleza não pelo que aparenta, mas pelo amor que comunica.

“É o amor o mais belo ornamento do ser humano”, afirmou Leão XIV.

Esse amor, acrescentou o Pontífice, tem a força de transformar, elevar e aproximar as pessoas de Deus, mesmo diante das dificuldades e das mudanças próprias da existência.

O Céu começa nos gestos cotidianos

Ao falar sobre a Assunção de Maria, Leão XIV destacou que o significado da solenidade não deve ser procurado longe da realidade. Os sinais do Céu já podem ser reconhecidos nos gestos simples de cuidado, fidelidade e entrega presentes na vida cotidiana.

O Papa citou o exemplo dos pais que retornam cansados do trabalho e encontram alegria na convivência com os filhos; dos avós que, apesar das limitações da idade, renovam suas forças para cuidar dos netos; e dos jovens que procuram viver com honestidade e integridade, mesmo quando precisam contrariar comportamentos socialmente aceitos.

Essa beleza também está presente em tantos homens e mulheres que exercem suas atividades com fé, responsabilidade e dedicação. Por meio de atitudes concretas, essas pessoas ajudam a aproximar o Céu da terra e a conduzir a humanidade para Deus.

Maria, companheira no caminho

Leão XIV apresentou o rosto de Nossa Senhora da Assunção como único e, ao mesmo tempo, familiar. Maria pode ser reconhecida no testemunho das pessoas que estão próximas, nos irmãos e irmãs que compartilham a fé e naqueles que oferecem diariamente a própria vida pelo bem dos outros.

Para o Pontífice, a glorificação da Mãe de Jesus também revela o destino para o qual toda a humanidade é chamada: a plenitude da vida em Deus. Maria, portanto, não está distante das experiências humanas, mas acompanha a caminhada de cada pessoa como mãe, guia e protetora.

Ao concluir a homilia, o Papa convidou os fiéis a caminharem sob a luz de Cristo Ressuscitado e a terem coragem de mudar de direção sempre que necessário. Contemplando Maria, os cristãos são chamados a redescobrir uma beleza que não envelhece nem desaparece: a beleza de uma existência transformada pelo amor.

 

Com informações do Vatican News.

Comentários

Mais notícias