Dia Mundial do Enfermo: encontrar Deus na vulnerabilidade da vida
Em virtude da mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial do Enfermo, a Companhia de Jesus recorda, de modo especial, os jesuítas enfermos e idosos, que continuam a participar da missão por meio da oração, do oferecimento de sua vida e da comunhão fraterna.
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 20/01/2026 12:52
Papa
Foto: Vatican Media

Inspirado na parábola do Bom Samaritano, o Papa Leão XIV convida a Igreja a redescobrir, no Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado em 11 de fevereiro, a dimensão fraterna e missionária do cuidado. Em sua mensagem para a data, o Pontífice recorda que a proximidade com quem sofre nasce da decisão concreta de amar, enraizada na comunhão com Deus e expressa em gestos de compaixão ativa.

Com o tema “A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”, o Papa propõe uma reflexão que dialoga diretamente com o modo de proceder cristão e com o carisma inaciano, marcado pelo serviço da fé e pela promoção da justiça. A mensagem foi apresentada nesta terça-feira, 20, no Vaticano.

A compaixão que se faz caminho

Ao retomar a parábola do Bom Samaritano à luz da encíclica Fratelli tutti, do Papa Francisco, Leão XIV sublinha que a compaixão não é um gesto isolado ou meramente individual, mas uma experiência que se constrói na relação: com o irmão ferido, com aqueles que cuidam dele e, sobretudo, com Deus.

“Jesus não ensina quem é o próximo, mas como ser próximo”, afirma o Papa. Para ele, ninguém se torna próximo de outro sem a decisão livre de se aproximar. Trata-se de uma escolha que ultrapassa barreiras físicas, sociais ou culturais e se traduz em presença, escuta e cuidado.

Essa atitude evangélica encontra eco na missão dos Jesuítas e de seus parceiros em missão, especialmente nas frentes de saúde, educação e ação social, onde a Companhia de Jesus acompanha pessoas em situação de vulnerabilidade, sofrimento e enfermidade.

Enfermos da Companhia: testemunhas silenciosas de esperança

Em virtude da mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial do Enfermo, a Companhia de Jesus recorda, de modo especial, os jesuítas enfermos e idosos, que continuam a participar da missão por meio da oração, do oferecimento de sua vida e da comunhão fraterna. Em casas de saúde, comunidades e residências, eles permanecem unidos à missão apostólica, testemunhando que o cuidado e a fragilidade também são lugares de encontro com Deus.

A proximidade com esses irmãos enfermos se expressa na dedicação de jesuítas, profissionais da saúde, cuidadores e colaboradores leigos, que assumem, no cotidiano, a tarefa de “parar no caminho”, como o samaritano, e cuidar da vida.

Missão partilhada no cuidado da vida

O Papa destaca ainda que a compaixão verdadeira leva à ação concreta e partilhada. Na parábola, o samaritano não age sozinho: envolve o dono da estalagem e confia a ele o cuidado do homem ferido. Essa dimensão comunitária da compaixão é sinal de uma missão que se constrói em rede.

Também hoje, familiares, agentes pastorais, profissionais da saúde, voluntários e instituições se unem no cuidado dos doentes. No Brasil, os Jesuítas atuam em articulação com diversas obras e iniciativas, como centros sociais, paróquias, hospitais parceiros, casas de acolhida e projetos voltados à saúde integral, especialmente junto às populações empobrecidas e marginalizadas.

Servir o próximo é amar a Deus na prática

Ao concluir a mensagem, Leão XIV recorda que a raiz de toda ação cristã está no amor a Deus. Servir o próximo, especialmente aquele que sofre, é uma forma concreta de viver um culto autêntico, que não se reduz a ritos, mas se expressa na entrega da própria vida.

“O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade é um estilo de vida baseado no amor fraterno”, afirma o Papa. Um chamado que interpela toda a Igreja e, de modo particular, a missão da Companhia de Jesus, convidada a continuar discernindo, acompanhando e cuidando, onde a vida clama por esperança.

 

Ao recordar o Dia Mundial do Enfermo, a Companhia de Jesus se une em oração por todos os doentes, por aqueles que cuidam e por todos os que, à maneira do Bom Samaritano, escolhem diariamente ser próximos, carregando com amor a dor do outro.

Com informações Vatican Media

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