No Angelus, Papa convida a silenciar celulares e televisões para escutar Deus na Quaresma
Durante a oração do I Domingo da Quaresma, Leão XIV propõe jejum também das distrações digitais e reforça o valor do silêncio, da oração e da caridade
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 22/02/2026 11:11
Papa
Foto: Vatican Media

Na oração do Angelus deste I Domingo da Quaresma, 22 de fevereiro, o Papa Leão XIV exortou os fiéis a redescobrirem o valor do silêncio e da escuta interior como caminho de conversão. Diante dos peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Pontífice convidou a um jejum que vá além dos alimentos e alcance também os ruídos e distrações do cotidiano.

Refletindo sobre o Evangelho das tentações de Jesus no deserto (cf. Mt 4,1-11), o Papa recordou que Cristo experimentou o cansaço e as provações humanas, mas venceu o mal permanecendo fiel à Palavra de Deus. A Quaresma, afirmou, é um “itinerário luminoso”, no qual oração, jejum e esmola ajudam cada cristão a renovar sua vida e a cooperar com a graça divina.

Entre promessas ilusórias e a verdadeira alegria

Leão XIV advertiu para as falsas promessas que seduzem o coração humano — riqueza, fama e poder — e que já estavam presentes nas tentações enfrentadas por Jesus. Essas propostas, explicou, são substitutos frágeis da verdadeira alegria, deixando a pessoa inquieta e insatisfeita.

Recordando o ensinamento de Paulo VI, destacou que a penitência não empobrece, mas purifica e fortalece o cristão, conduzindo-o ao amor e à confiança em Deus.

Silêncio que abre espaço para Deus

No centro de sua mensagem, o Papa fez um apelo direto:
“Silenciemos um pouco as televisões, as rádios, os smartphones.”

Segundo ele, em um mundo marcado pelo excesso de informações e estímulos, é necessário criar espaços de silêncio para meditar a Palavra de Deus, aproximar-se dos sacramentos e ouvir a voz do Espírito Santo que fala ao coração.

Essa escuta, acrescentou, deve se estender também às relações humanas. É preciso reaprender a ouvir nas famílias, no trabalho e nas comunidades, dedicando atenção especial aos que vivem na solidão, como idosos, pobres e doentes.

Afastar-se do mal e praticar o bem

Citando Santo Agostinho, o Santo Padre recordou que a oração, unida ao jejum e à caridade, alcança o Céu quando se traduz em atitudes concretas de perdão e prática do bem. 

Ao concluir, confiou o caminho quaresmal à intercessão da Virgem Maria, pedindo que ela acompanhe a Igreja nas provações e ajude cada fiel a viver este tempo como verdadeira oportunidade de conversão e renovação espiritual.

Com informações Vatican News

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