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Papa Leão XIV: na Igreja há e deve haver lugar para todos
Na catequese da Audiência Geral, o Pontífice refletiu sobre a constituição Lumen Gentium e destacou que o povo de Deus reúne homens e mulheres de todas as nações, unidos pela fé em Cristo
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 11/03/2026 11:43
Papa

 O Papa Pope Leo XIV afirmou que a Igreja é chamada a ser um espaço aberto a todos, onde cada pessoa pode encontrar Cristo e participar do povo de Deus. A reflexão foi feita durante a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (11), no Vaticano, na continuidade do ciclo de ensinamentos dedicados aos documentos do Second Vatican Council.

O Pontífice concentrou sua meditação no segundo capítulo da constituição dogmática Lumen Gentium, que apresenta a Igreja como “povo de Deus”.

Um povo formado por todas as nações

Na catequese, o Papa recordou que a história da salvação mostra Deus agindo na história humana ao escolher um povo e caminhar com ele. Ao libertar os filhos de Abraão da escravidão e estabelecer uma aliança com eles, Deus formou uma comunidade chamada a ser luz para todas as nações.

Segundo o Pontífice, essa realidade encontra sua plenitude em Jesus Cristo. “Cristo, no dom do seu Corpo e Sangue, reúne definitivamente este povo em si”, afirmou, explicando que a Igreja hoje é composta por homens e mulheres de todas as culturas, línguas e nações.

A unidade desse povo, acrescentou, não se baseia em critérios culturais ou étnicos, mas na fé em Cristo. “O seu princípio unificador não é uma língua, uma cultura ou uma etnia, mas a fé em Cristo”, destacou.

Filhos de Deus pela graça

O Papa explicou ainda que os membros da Igreja não se definem por títulos ou méritos pessoais, mas pelo dom recebido em Cristo. Para ele, antes de qualquer tarefa ou missão, o essencial na vida cristã é ser enxertado em Cristo e tornar-se filho de Deus pela graça.

“Este é o único título honorífico que deveríamos procurar como cristãos”, afirmou.

A Igreja, continuou o Pontífice, vive da vida que recebe do próprio Cristo e é chamada a expressar essa realidade nas relações entre seus membros. A lei que anima a comunidade cristã é o amor, tal como foi revelado por Jesus.

Uma Igreja aberta a todos

Ao refletir sobre a dimensão missionária da Igreja, o Papa destacou que ela não pode fechar-se em si mesma. Pelo contrário, deve permanecer aberta ao mundo e a toda a humanidade.

Mesmo aqueles que ainda não receberam o Evangelho, explicou, estão de algum modo orientados para o povo de Deus. Por isso, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho em todos os lugares e a todas as pessoas.

“Na Igreja há e deve haver lugar para todos”, afirmou o Papa, sublinhando que cada cristão é chamado a dar testemunho do Evangelho nos ambientes onde vive e trabalha.

Sinal de esperança para o mundo

Na conclusão da catequese, o Pontífice destacou que a Igreja, formada por pessoas de diferentes povos e culturas unidas pela fé, é um sinal concreto de esperança para a humanidade.

Em um mundo marcado por conflitos e divisões, essa comunhão representa uma profecia de unidade e de paz. “É um grande sinal de esperança saber que a Igreja é um povo no qual coexistem mulheres e homens de diferentes nacionalidades, línguas e culturas”, afirmou.

Segundo o Papa, essa diversidade reconciliada antecipa a unidade para a qual Deus chama toda a humanidade.

 
 
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