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Comunhão nasce da capacidade de acolher os outros, afirma Papa
Na catequese, pontífice destacou que a comunhão na Igreja cresce quando os cristãos aprendem a acolher e caminhar juntos.
Por Murilo Galhardo
Publicado em 12/03/2026 10:32
Papa
Foto: Vatican Media

importância da presença e do cuidado com o próximo esteve entre os principais pontos destacados pelo Papa Leão XIV durante audiência concedida nesta quinta-feira, 12, aos participantes do encontro “Cátedra da Acolhida”, promovido pela associação italiana Fraterna Domus em colaboração com diversas realidades eclesiais e sociais.

A iniciativa busca promover reflexões sobre a cultura da hospitalidade e do encontro, reunindo pessoas comprometidas com a promoção da fraternidade tanto na Igreja quanto na sociedade.

Ao dirigir sua mensagem aos participantes, o pontífice recordou que a vocação cristã está profundamente ligada à construção de relações de proximidade entre as pessoas.

“A comunhão nasce da capacidade de acolher os outros, oferecendo escuta, hospitalidade e assistência”, afirmou.

O papel das novas gerações

A edição deste ano do encontro foi dedicada às novas gerações. Em sua fala, o Papa destacou a importância dos jovens para a vida da Igreja e da sociedade, lembrando que eles não representam apenas o futuro, mas já são presença ativa e transformadora no presente.

Segundo o pontífice, as inquietações e questionamentos da juventude convidam a Igreja a renovar seu modo de se relacionar com o mundo.

“Acolher os jovens significa, antes de tudo, colocar-se à escuta de suas vozes, cruzar seus olhares e reconhecer que, em suas existências e em suas linguagens, o Espírito continua a agir e a sugerir caminhos renovados de presença e cuidado”, afirmou.

Presença e cuidado com o próximo

Durante o encontro, o Papa também refletiu sobre a importância da presença e da responsabilidade pelo outro. Para ele, cuidar do próximo exige proximidade, atenção e respeito.

“Custodiar significa estar ao lado do outro com atenção, respeitar as suas escolhas e cuidar dele”, destacou.

O pontífice recordou ainda que a humanidade é chamada a proteger aquilo que lhe foi confiado, especialmente as relações humanas, a criação e a vida das pessoas mais frágeis.

“A família humana é chamada a preservar aquilo que lhe foi confiado: as relações, a criação e a vida das irmãs e dos irmãos, sobretudo daqueles que sofrem e são mais frágeis.”

Ao recordar a figura de São José, o Papa ressaltou que presença e cuidado caminham sempre juntos.

“José nos mostra que presença e cuidado são dimensões inseparáveis: não se cuida sem estar presente, e não se está presente sem assumir a responsabilidade pelo outro.”

Buscar sempre o Senhor

Inspirando-se no episódio evangélico em que Maria e José encontram Jesus no Templo após três dias de busca, o pontífice destacou que também na vida de fé podem existir momentos em que Deus parece distante.

“Damos por certa a presença de Jesus em nossa existência, até que, de repente, parece que Ele não está mais onde o havíamos deixado”, observou.

Para o Papa, essa experiência convida os cristãos a redescobrir constantemente o caminho da fé e da busca por Deus.

Ao concluir a audiência, Leão XIV incentivou os participantes a continuarem promovendo uma cultura de fraternidade e acolhida, lembrando que a vida cristã é guiada pela ação do Espírito Santo.

Citando o apóstolo São Paulo, o pontífice recordou que os frutos do Espírito são “amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio de si”.

Com informações de Vatican Media 

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