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CEAMA conclui assembleia e afirma: “Algo novo está nascendo” na missão da Igreja na Amazônia
Mensagem final destaca discernimento comunitário, esperança e compromisso com uma Igreja sinodal, profética e comprometida com a vida dos povos amazônicos
Por Jéssica Maia
Publicado em 23/03/2026 12:00
Justiça Socioambiental
Foto: CEAMA

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) concluiu sua VI Assembleia Geral, realizada de 16 a 19 de março em Bogotá, na Colômbia, com a publicação de uma mensagem final que aponta novos caminhos para a missão da Igreja na região. Inspirados pela promessa do profeta Isaías, 'Estou fazendo uma coisa nova: ela está brotando agora, e vocês não percebem?', os participantes reconheceram o encontro como um tempo de escuta, discernimento e renovação missionária.

À luz da espiritualidade inaciana, o momento foi vivido como um exercício de discernimento comunitário, no qual a Igreja procura escutar os sinais do Espírito na realidade concreta da Amazônia, confirmando o compromisso de caminhar com os povos do território.

Um caminho de esperança para a Igreja amazônica

Durante a assembleia, os participantes acolheram com gratidão uma mensagem enviada pelo Papa Leão XIV, que encorajou a fortalecer a identidade missionária das comunidades amazônicas e recordou o testemunho de tantos que dedicaram suas vidas ao serviço desse território.

A mensagem final destaca que a missão da CEAMA continua enraizada no processo do Sínodo para a Amazônia e no horizonte apresentado na exortação Querida Amazônia, que propõe novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral na região.

Uma Igreja com rosto amazônico

A assembleia reafirmou o compromisso de consolidar uma Igreja com rosto amazônico, sinodal na escuta, samaritana no serviço, profética no anúncio e ecológica no cuidado da Casa Comum.

Essa missão busca fortalecer o protagonismo dos povos do território, especialmente dos povos indígenas, reconhecendo sua sabedoria e sua contribuição para a construção de novos caminhos para a vida eclesial.

Quatro horizontes pastorais

Como fruto do discernimento realizado durante o encontro, foram definidos quatro horizontes pastorais que orientarão a missão entre 2026 e 2030:

  • Proclamar o Evangelho com rosto amazônico, promovendo processos de formação inculturada e diálogo com as culturas locais.

  • Crescer como Igreja sinodal, valorizando a participação das mulheres, o protagonismo dos jovens e o cuidado com os agentes pastorais.

  • Promover a ecologia integral, fortalecendo a defesa da Casa Comum e o cuidado com recursos essenciais, como a água.

  • Animar a comunhão e a sustentabilidade da missão, fortalecendo a comunicação e as estruturas de colaboração entre as Igrejas.

Comunicação e articulação eclesial

A mensagem também destaca a comunicação como eixo estratégico para dar visibilidade às experiências das Igrejas locais e fortalecer pontes com universidades, organizações sociais e instituições públicas.

Nesse processo, a CEAMA reafirma sua colaboração com redes eclesiais presentes na região, como a REPAM, a PUAM e a REIBA.

Caminhar com os povos

Outro ponto fortemente destacado foi a importância de continuar escutando e acompanhando os povos originários, reconhecendo-os como protagonistas da vida da Igreja amazônica.

A assembleia também recordou a realidade de muitos missionários que atuam em territórios marcados por grandes distâncias e desafios, reforçando que a missão se sustenta na comunhão e na esperança.

Uma Igreja em movimento

Ao concluir, a CEAMA reafirmou que se reconhece como um organismo vivo, em constante aprendizagem e discernimento, confiando na ação do Espírito Santo que continua conduzindo a missão na Amazônia.

Os frutos da assembleia foram confiados à intercessão da Virgem Maria, pedindo que ela acompanhe o caminho da Igreja amazônica na construção de uma presença cada vez mais comprometida com a vida, a dignidade dos povos e o cuidado da Casa Comum.

Com informações Vatican News

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